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Motores
de passos são dispositivos mecânicos eletro-magnéticos
que podem ser controlados digitalmente através de um hardware
específico ou através de softwares.
Motores de passos são
encontrados em aparelhos onde a precisão é um fator muito
importante. São usados em larga escala em impressoras, plotters,
scanners, drivers de disquetes, discos rígidos e muitos outros
aparelhos.
Existem vários
modelos de motores de passos disponíveis no mercado que podem
ser utilizados para diversos propósitos. Poderemos utilizá-los
para mover robôs, câmeras de vídeo, brinquedos ou
mesmo uma cortina.
Vamos agora entender
um pouco sobre o funcionamento dos motores de passo:

Três estados de um motor de passo
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Desligado:
Não há alimentação
suprindo o motor. Nesse caso não existe consumo de energia,
e todas as bobinas estão desligadas.
Na maioria dos circuitos este estado ocorre quando a fonte de alimentação
é desligada.
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Parado:
Pelo menos uma das bobinas fica energizada
e o motor permanece estático num determinado sentido. Nesse
caso há consumo de energia, mas em compensação
o motor mantem-se alinhado numa posição fixa. |
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Rodando:
As bobinas são energizadas em intervalos
de tempos determinados, impulsionando o motor a girar numa direção. |

Modos de operação de um motor de passo
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Passo
completo 1 (Full-step)
-Somente uma bobina é energizada a
cada passo;
-Menor torque;
-Pouco consumo de energia;
-Maior velocidade.
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| |
Passo
completo 2 (Full-step)
-Duas bobinas são energizadas a cada
passo;
-Maior torque;
-Consome mais energia que o Passo completo 1;
-Maior velocidade. |
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Meio
passo (Half-step)
-A combinação do passo completo1
e do passo completo 2 gera um efeito de meio passo;
-Consome mais energia que os passo anteriores;
-É muito mais preciso que os passos anteriores;
-O torque é próximo ao do Passo completo 2;
-A velocidade é menor que as dos passos anteriores.
|
A
forma com que o motor irá operar dependerá bastante do
que se deseja controlar. Tem casos em que o torque é mais importante,
outros a precisão ou mesmo a velocidade. Essas são características
gerais dos motores de passos, a maioria deles permitem trabalhar dessa
forma. Ao trabalhar com motores de passos, precisamos saber algumas
características de funcionamento como a tensão de alimentação,
a máxima corrente elétrica suportada nas bobinas, o grau
(precisão), o torque e muitos outros. As características
importantes que deveremos saber para poder controlar um motor de passo
seriam a tensão de alimentação e a corrente elétrica
que suas bobinas suportam.
Veja nas tabelas abaixo,
as seqüências corretas para se controlar um motor de passo:
Tabela
1 - Passo Completo 1 (Full-step)
| Nº
do
passo |
B3 |
B2 |
B1 |
B0 |
Decimal |
| 1--> |
1 |
0 |
0 |
0 |
8 |
| 2--> |
0 |
1 |
0 |
0 |
4 |
| 3--> |
0 |
0 |
1 |
0 |
2 |
| 4--> |
0 |
0 |
0 |
1 |
1 |
Tabela
2 - Passo Completo 2 (Full-step)
| Nº
do
passo |
B3 |
B2 |
B1 |
B0 |
Decimal |
| 1--> |
1 |
1 |
0 |
0 |
12 |
| 2--> |
0 |
1 |
1 |
0 |
6 |
| 3--> |
0 |
0 |
1 |
1 |
3 |
| 4--> |
1 |
0 |
0 |
1 |
9 |
Tabela 3 - Meio passo
(Half-step)
| Nº
do
passo |
B3 |
B2 |
B1 |
B0 |
Decimal |
| 1--> |
1 |
0 |
0 |
0 |
8 |
| 2--> |
1 |
1 |
0 |
0 |
12 |
| 3--> |
0 |
1 |
0 |
0 |
4 |
| 4--> |
0 |
1 |
1 |
0 |
6 |
| 5--> |
0 |
0 |
1 |
0 |
2 |
| 6--> |
0 |
0 |
1 |
1 |
3 |
| 7--> |
0 |
0 |
0 |
1 |
1 |
| 8--> |
1 |
0 |
0 |
1 |
9 |

A velocidade de um motor de passo
Para
se controlar a velocidade de um motor de passo envia-se uma seqüência
de pulsos digitais (veja Tabelas 1, 2 e 3) num
determinado intervalo. Quanto menor esse intervalo, maior será
a velocidade em que o motor irá girar.
Não defina
intervalo menor que 10ms entre cada passo, o motor perderá
o torque e em vez de rodar, irá vibrar.
Animação
1 - Velocidade do motor

A direção (esquerda / direita) de um motor de passo
Para
mudar a direção de rotação do motor, simplesmente
inverta a seqüência dos passos conforme os exemplos abaixo:
Tabela
4 - Passo completo 1 (direita)
| Nº
do
passo |
B3 |
B2 |
B1 |
B0 |
Decimal |
Direita |
| 1--> |
1 |
0 |
0 |
0 |
8 |
|
| 2--> |
0 |
1 |
0 |
0 |
4 |
| 3--> |
0 |
0 |
1 |
0 |
2 |
| 4--> |
0 |
0 |
0 |
1 |
1 |
Tabela 5 - Passo completo 1 (esquerda)
| Nº
do
passo |
B3 |
B2 |
B1 |
B0 |
Decimal |
Esquerda |
| 1--> |
0 |
0 |
0 |
1 |
1 |
|
| 2--> |
0 |
0 |
1 |
0 |
2 |
| 3--> |
0 |
1 |
0 |
0 |
4 |
| 4--> |
1 |
0 |
0 |
0 |
8 |
A precisão de um motor de passo
Suponhamos
que temos um motor de passo com as seguintes características:
- Voltagem: 12 v;
- Corrente: 340 mA;
- Resistência da bobina:
36 ohm;
- Graus: 7.5º
Figura
1 - Precisão de 7.5º

Na
figura acima a distância entre um ponto vermelho e outro é
de 7.5º.
Para
sabermos quantos passos são necessários para que o motor
dê um giro de 360º, faça os seguintes cálculos:
PassosPorVolta
= 360º / 7.5º;
PassosPorVolta = 48.
Portanto,
um motor com precisão de 7.5º, precisa dá 48 passos
para completar uma volta.

Construindo o hardware para conectar o motor de passo
Para
acionarmos um motor de passo precisamos de um hardware específico,
chamado driver. Você pode fazer um driver usando transistores
de potência como os BD135, DB241 etc., A maneira
mais fácil é adquirir drivers prontos, como o ULN 2003
ou ULN2803, que nada mais são que arrays de transistores Darlington
que podem controlar correntes de até 500mA, estão em forma
de circuitos integrados prontos para serem usados em interfaces que
necessitem controlar motores de passos, solenóides, relês,
motores DC e muitos outros dispositivos.
Veja nas figuras abaixo
as pinagens e as características desses CIs.
Figura
2 - Pinagens do CI ULN2003

O
CI ULN 2003 tem 7 entradas que podem controlar até
7 saídas. Com ele poderemos controlar um motor de passo. Se desejarmos
controlar 2 motores, usaremos dois CIs ULN 2003, ou somente
um CI
ULN 2803.
Figura 3 - Pinagens do CI ULN2803

O
CI ULN 2803 tem 8 entradas que podem controlar até
8 saídas. Com ele poderemos controlar até 2 motores de
passo simultaneamente.
Tanto o CI ULN2003
como o ULN 2803 trabalham com correntes de 500mA e tensão de
até 50v. Não utilizem motores de passo que consumam mais
que esse valor, se por ventura usarem, poderão queimar os CIs.
Veja antes qual a amperagem de trabalho do motor. Prefira motores que
consumam menos de 500mA, para não sobrecarregar o CI, a não
ser que utilizem outros modelos.
Um fator importante
que se deve levar em consideração é a fonte de
alimentação que terá que fornecer a amperagem necessária.
Trabalhe com fonte de alimentação que forneça mais
que 500mA. Por exemplo, se desejássemos controlar 3 motores de
passos, todos no mesmo circuito, cada um consumindo 340mA, seria necessário
uma fonte de alimentação que fornecesse correntes acima
de 1A.
Figura
1 - Controle de 1 motor de passo usando o CI ULN 2003

Descobrindo as características elétricas de um motor de
passo,
quando só sabemos a voltagem
Figura
4 - Motor de 5 fios
 |
Figura
5 - Motor de 6 fios
 |
Por falta de informações
sobre as características elétricas de um motor de passo,
na maioria das vezes abandonamos este como sucata. Se você pelo
menos sabe a voltagem de operação de um motor de passo,
já é uma informação muito importante para
que possa colocá-lo para funcionar, e usá-lo nos projetos
próximos projetos.
As características
elétricas que precisamos saber sobre um determinado motor de
passo para faze-lo funcionar, seriam a tensão elétrica,
a corrente ou a resistência das bobinas.
Como exemplo, imaginem
que a característica elétrica que sabemos sobre um determinado
motor de passo é sua voltagem, nesse caso 12v. Somente a voltagem
não é suficiente, precisamos saber a amperagem (quanto
de corrente o motor consome) para que ele funcione perfeitamente com
a nossa interface. Então temos que descobrir a corrente.
Também precisamos
saber dentre os vários fios do motor de passo, qual é
o fio 'comum', aquele que será ligado aos 12v da fonte de alimentação.
Para descobri-lo, faça as medições conforme a Animação
2 e a Animação 3.
Alguns motores tem 6 fios,
4 são para controlar o motor e os outros 2 são 'comuns'.
A resistência entre esses 2 fios são infinitas, isso porque
eles estão isolados, o que temos a fazer é juntá-los,
formando um único terminal 'comum' onde será ligado ao
positivo da fonte de alimentação. Quando um motor tem
6 fios fica muito mais fácil descobrir quais são os 'comuns'.
Veja nas animações
abaixo como descobrir o fio comum:
Animação 2 - Quando encontramos o fio comum, a resistência
é a menor possível

Com
um multímetro na escala de resistência, fixe uma das pontas
de prova em qualquer um dos fios do motor e com a outra comece a medir
a resistência em cada fio. Nos fios que encontrar a menor resistência,
um desses é o 'comum', onde será ligado os 12v.
Animação
3 - Quando não encontramos o fio comum a resistência é
o dobro

Nas
medições feitas na Animação acima, nenhum
dos fios medidos era o 'comum'. Portanto, a resistência medida
será mais ou menos o dobro da resistência medida na Animação
2.
Obs.:
Nas medições só existirão dois valores de
resistências: uma resistência baixa e uma outra alta.
A menor resistência
medida indica a resistência de uma única bobina, e esse
valor é uma das características elétrica do motor.
Vamos
supor que o menor valor medido foi 36 ohm de resistência. Aplicando
a lei de Ohm temos:
V = R.I
12 = 36.I
I = 12/36
I = 340mA
Portanto,
o motor deve ser alimentado com 12v / 340mA, podendo ser controlado
através de um dos CIs ULN 2003 ou ULN 2803, sem nenhuma restrição,
isso porque 340mA está abaixo dos 500mA que os CIs podem controlar.
Com
todas essas informações já é possível
saber qual o fio do motor ligar os 12v da fonte.
Agora faça download do programa Lptmotor e do
manual de utilização para praticar suas
experiências.
Download
do Lptmotor e manual de utilização.


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